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MÍNIMO MENINO COMUM


No desajeito próprio dos pequenos, sem que tivesse a exata noção de si – coisa que nem os adultos do lugar pareciam possuir, o menino era um espanto em andamento, e em sua mente muito intacta o que fosse dito ou visto se incrustava.

Baixem-se a guarda, as armas, o tom de voz. Minimize-se o menino, seja dos mínimos o menor, um prodígio fabricante de sorrisos nos crescidos. Deixe-se envolver no bem-estar de vê-lo, já que não se pode sê-lo. Note que entre ele e o cachorrinho de pelúcia deu-se a química, um afeto de centelha.

Não que careça ver nexo nesse afeto que reporto, apenas digo que as notas da quarta balada, em suspensão há décadas nas auroras de tais sítios, pousaram lisas agora nas felpas da sua manta. Caiba o menino nas meninas de outros olhos, para que vocês também, libertos de suas túnicas de arame, possam vê-lo nos pompons de sua inteireza.

Mínimo, como convém, seja o sultão dos tapetes fofos e o campeão olímpico das piscinas de bolinhas. Fucem à vontade em seus dispositivos de armazenamento de zil gigas, dêem no Google todas as buscas possíveis, mas de antemão não contem com a ventura de encontrá-lo, pois é inconcluso e rarefeito como os mínimos meninos.



© Direitos Reservados


Comentários

  1. "Caiba o menino nas meninas de outros olhos, para que vocês também, libertos de suas túnicas de arame, possam vê-lo nos pompons de sua inteireza."

    Que lindo isso, Marcelo!!

    Você... um poeta vestido de prosa...

    Beijo!

    Ana

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  2. Paulo Rafael10:18 AM

    Uma preciosidade, Marcelo. Parabéns!

    Abrs!

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  3. Willian - RAC1:56 PM

    Maravilha, Squassabia. Belo final de semana

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  4. Belvedere12:52 AM

    Valeuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
    Abração
    Bel

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  5. Evelyne4:02 AM

    Oi, Marcelo!Eu poderia tentar escrever algo que chegasse o mais perto possível do seu texto, mas só vou dizer que me emocionei e muito.Um abraço e obrigada por me ter oferecido a oportunidade de ler e sentir.

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  6. Ana Maria5:32 AM

    um menino!

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  7. Regina5:33 AM

    Olá Marcelo
    Tão bom que a gente guarde esse menino/menina dentro de nós para (re)visitá-lo de vez em quando!
    Bj

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  8. Sandra Nogueira8:08 AM

    Marcelo, meu amigo, meu baixo E se deleita. Se Mozart ainda estivesse entre nós pode ser que tivesse o prazer de lê-lo, inspirar-se e compor lindas sinfonias. Já pensou que parceria? Nenhuma palavra cantada, mas todos os significados vibrando nos acordes....
    um grande abraço
    Sandra

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  9. Marieta9:52 AM

    QUE FOFURA EU CONHEÇO ESSE MENINO SÓ QUE ELE É O MÁXIMO
    BEIJOS....

    Marieta

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  10. o cronicato das mínimas palavras fica quase sem nenhuma para abraçar o amigo vigoroso das palavras, da poesia e do coração falante! amigo meu! viva!

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  11. Anônimo5:11 AM

    Muito bem, meninão!
    Júlio

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  12. Marcelão, ainda em solo portenho informo que o La Caballeriza da Recoleta cerrou as portas depois que certo publicitário pecou por lá ao pedir chorizo bem passado. Heresias de lado, mais uma vez suas linhas têm o sangue bom das carnicerias argentinas.

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  13. Elizete Lee3:13 PM

    ..."Note que entre ele e o cachorrinho de pelúcia deu-se a química, um afeto de centelha."

    OH! Menino, você é por demais FOFO.

    Parabéns, com carinho
    Elizete

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