Fiz análise durante um certo tempo, por motivo que não vem
ao caso expor aqui. Esse certo tempo na verdade não chegou a 3 meses, o
suficiente para que eu me desse alta – embora estivesse pior que no início das
sessões. Bem pior, descrente da panacéia freudiana e de mim mesmo, me achando
um caso perdido.
Era uma sessão semanal, às sextas e após o trabalho. Rua tranquila, lugar gostoso, consultório aconchegante. A iluminação indireta, só um abajur com uma lâmpada fraquinha. Sentia-me confortável com o chenile do divã e com a perspectiva de 50 longos minutos para um trato nos miolos. O único problema era justamente esse – os tais 50 minutos cravados eram longos demais. O que para os outros pacientes passava voando, para mim parecia todo o período paleozóico.
O analista seguia a linha ortodoxa, freudiano até a medula. E como todo discípulo empedernido do velho Sigmund, se agarrava aos sonhos, lapsos e associações livres pra ir formando o quebra-cabeças. Nesse caso, o monta-cabeças.
Mas o fato é que o homem não abria a boca. Se havia uma análise em curso naquelas quatro paredes só ele sabia, porque absolutamente não compartilhava com a outra parte interessada. Com receio de perguntar, eu também ficava quieto.
Tenho relativa facilidade de não pensar em nada, quando me é possível desfrutar dessa benção. Tanto que no começo achava bom ficar ali, como um acéfalo, os olhos pregados no teto. Só que tudo tem limite. O tempo passando, o taxímetro correndo e eu olhando aqueles certificados todos na parede. As letras góticas com o nome do doutor. A diferença de desenho do D de um diploma para o D de outro. Um em tinta dourada, outro em nanquim, o de graduação de 1972, o de especialização de 1977, o de mestrado de 1979...
Tomei a iniciativa:
- O senhor não vai dizer nada?
- Quem tem de falar é você.
- Mas vou falar o quê?
- A idéia é dizer o que primeiro vier à mente.
Dizer que eu estava pensando na letra gótica do diploma era demais. Ou de menos. Mas era a verdade, caramba. Eu pagando uma senhora grana para ficar viajando nas firulas e arabescos de um diploma.
Fechava os olhos e nada. Do nada branco passava para um nada negro e sem saída. E o analista impassível, virado de costas pra mim, cruzando e descruzando as pernas. Aquele silêncio era uma goteira dentro da solitária, uma furadeira de impacto me perfurando os tímpanos.
Outro pensamento recorrente, mas inconfessável naquelas circunstâncias: o que ele, analista, estaria pensando? Conjectura sobre o meu silêncio? Fica ali, caraminholando, empenhado em me livrar de minhas neuroses, ou não vê a hora de dar o tempo regulamentar pra pegar seu cineminha?
Me dei conta de que, além de estar pensando no que estava pensando, estava começando a pensar no que o analista estava pensando de mim. Racionalizava o processo, filtrava, censurava, estragava tudo.
E assim foi, não sei quantas vezes. Os brancos eram cada vez maiores. Vinte, trinta, quarenta minutos sem falar nada. O último deve ter durado uns quarenta e sete, porque logo depois ele me mandou embora.
Se bem me lembro, os três minutos finais foram mais ou menos assim:
- Fala alguma coisa, doutor. Não aguento mais esse silêncio.
Pela enésima vez, ele argumentou:
- A idéia é dizer o que primeiro vier à mente.
- Estava pensando na música que tocava no rádio enquanto vinha pra cá.
- E você gosta dessa música?
- Detesto.
- Certo. Que mais?
- Sei lá... o que me ocorre agora é que vou ter que comer um hambúrguer pra matar a fome quando sair daqui.
- Hum. Sei, sei.
E sentenciou, depois de longa pausa:
- Talvez o que você encontre aqui não lhe soe bem aos ouvidos, nem lhe caia bem no estômago.
Acertou na mosca. Pra mim bastava, meus fantasmas não eram tão assustadores assim. Encontraria formas mais econômicas de praticar meditação.
- Seus 50 minutos acabaram. Até sexta que vem.
- Até, doutor.
Tá lá me esperando, desde 1992.
Era uma sessão semanal, às sextas e após o trabalho. Rua tranquila, lugar gostoso, consultório aconchegante. A iluminação indireta, só um abajur com uma lâmpada fraquinha. Sentia-me confortável com o chenile do divã e com a perspectiva de 50 longos minutos para um trato nos miolos. O único problema era justamente esse – os tais 50 minutos cravados eram longos demais. O que para os outros pacientes passava voando, para mim parecia todo o período paleozóico.
O analista seguia a linha ortodoxa, freudiano até a medula. E como todo discípulo empedernido do velho Sigmund, se agarrava aos sonhos, lapsos e associações livres pra ir formando o quebra-cabeças. Nesse caso, o monta-cabeças.
Mas o fato é que o homem não abria a boca. Se havia uma análise em curso naquelas quatro paredes só ele sabia, porque absolutamente não compartilhava com a outra parte interessada. Com receio de perguntar, eu também ficava quieto.
Tenho relativa facilidade de não pensar em nada, quando me é possível desfrutar dessa benção. Tanto que no começo achava bom ficar ali, como um acéfalo, os olhos pregados no teto. Só que tudo tem limite. O tempo passando, o taxímetro correndo e eu olhando aqueles certificados todos na parede. As letras góticas com o nome do doutor. A diferença de desenho do D de um diploma para o D de outro. Um em tinta dourada, outro em nanquim, o de graduação de 1972, o de especialização de 1977, o de mestrado de 1979...
Tomei a iniciativa:
- O senhor não vai dizer nada?
- Quem tem de falar é você.
- Mas vou falar o quê?
- A idéia é dizer o que primeiro vier à mente.
Dizer que eu estava pensando na letra gótica do diploma era demais. Ou de menos. Mas era a verdade, caramba. Eu pagando uma senhora grana para ficar viajando nas firulas e arabescos de um diploma.
Fechava os olhos e nada. Do nada branco passava para um nada negro e sem saída. E o analista impassível, virado de costas pra mim, cruzando e descruzando as pernas. Aquele silêncio era uma goteira dentro da solitária, uma furadeira de impacto me perfurando os tímpanos.
Outro pensamento recorrente, mas inconfessável naquelas circunstâncias: o que ele, analista, estaria pensando? Conjectura sobre o meu silêncio? Fica ali, caraminholando, empenhado em me livrar de minhas neuroses, ou não vê a hora de dar o tempo regulamentar pra pegar seu cineminha?
Me dei conta de que, além de estar pensando no que estava pensando, estava começando a pensar no que o analista estava pensando de mim. Racionalizava o processo, filtrava, censurava, estragava tudo.
E assim foi, não sei quantas vezes. Os brancos eram cada vez maiores. Vinte, trinta, quarenta minutos sem falar nada. O último deve ter durado uns quarenta e sete, porque logo depois ele me mandou embora.
Se bem me lembro, os três minutos finais foram mais ou menos assim:
- Fala alguma coisa, doutor. Não aguento mais esse silêncio.
Pela enésima vez, ele argumentou:
- A idéia é dizer o que primeiro vier à mente.
- Estava pensando na música que tocava no rádio enquanto vinha pra cá.
- E você gosta dessa música?
- Detesto.
- Certo. Que mais?
- Sei lá... o que me ocorre agora é que vou ter que comer um hambúrguer pra matar a fome quando sair daqui.
- Hum. Sei, sei.
E sentenciou, depois de longa pausa:
- Talvez o que você encontre aqui não lhe soe bem aos ouvidos, nem lhe caia bem no estômago.
Acertou na mosca. Pra mim bastava, meus fantasmas não eram tão assustadores assim. Encontraria formas mais econômicas de praticar meditação.
- Seus 50 minutos acabaram. Até sexta que vem.
- Até, doutor.
Tá lá me esperando, desde 1992.
© Direitos Reservados

Tem um analista famoso que foi recomendado para um amigo meu e realmente foi excelente: chama´-se Dr.Viagra. O cara tava nervoso, à beira de uma depressão e nao sabia a cusa...ou sabia e nao queria encarar.
ResponderExcluirPrest!enção, eu dise UM AMIGO MEU.
Muito bom, Marcelo!
ResponderExcluirSaudações, César
MARAVILHOSO FINAL DE SEMANA.....
ResponderExcluirÉ REALMENTE, SÓ FREUD EXPLICA..........................
ABRAÇÃO
ROSSI
Tudo o que diz respeito ao Sigmund, Jung e outros, sempre considerei deveras interessante, ainda que não acredite nessa terapia. A descrição da sua tentativa de se valer de um deles é um bom exemplo dessa ilusória cura. A bem da verdade, acho que é mais "frescura" de gente chique do que necessidade real. Mas não é justo desmerecê-los, pois, na minha família, há um caso real de uma sobrinha que só saiu da fossa graças a um deles e logo após perder um filho que se engasgou com o leite da mamadeira. Também tive minha experiência. Quando perdi minha mãe e em seguida uma namorada, perdi junto a linha, os carreteis e a tralha de pesca toda. Para não perder o emprego foi-me indicado uma psicanalista, o Dr Prado, oriúndo de família abonada e pra lá de boa gente. O consultório dele era no início da Rua Augusta, em SP. Ficamos amigos logo que nos conhecemos. Lembro-me até hoje o que ele me disse logo após um papo sobre meu "caso".
ResponderExcluir- Há muitas coisas que só são resolvidas à beira de um copo de bom uísque e muita conversa fiada. Estava faltando-me uma companhia.
Um mês depois eu estava novo em folha. E um ano depois ele morreu em um acidente violento de carro, do qual não teve a menor culpa.
Perdi um grande amigo, mas a lembrança dele sempre estará presente.
Um abraço.
Oi Marcelo, tudo bem? Faz tempo que não falamos; se bem me lembro, desde um email pelos idos de outubro de 2010 após uma crônica que você fez sobre a utilidade das coisas. Lembra? Gostei demais daquele texto. Pois então, muita coisa aconteceu desde lá: Mudei para o Rio, parei de escrever para o jornal de SC em setembro de 2011 e terminei meu curso de psicologia...
ResponderExcluirClaro, fiquei curiosa de saber se de fato foi comer ao sair de lá. E o que comeu. Eu não acredito em coincidência... sua sessão era na sexta. A minha também. E você me encaminha seu email numa sexta. “Tá lá me esperando, desde 1992”. Ano em que me casei. De um jeito não exatamente estranho, você me ajudou a pensar que muitas coisas me esperam desde que, lá em 1992, naquele altar, eu disse sim. E por mais que me custe, só cabe a mim responder à elas. Parece que há algo que sinaliza um impasse no que diz respeito à necessária passagem do tempo na construção das coisas. Todas as coisas. E talvez porque “o chenille do sofá seja tão confortável”, a gente escapa da ideia de saber mais. Seja como for, foi possível ao meu analista sustentar meu desejo de estar lá, e ao que tudo indica, sexta-feira que vem estarei lá novamente para continuar o meu mergulho... (confesso que tenho um medo danado da água e que muitas vezes, me parece um misto de medo e paixão).
Sim, não me ache petulante. É que seu texto produziu coisas importantes em mim e fazia tempo que isso não acontecia. eu postei no meu blog de psico um texto relativo ao seu. depois, se quiser, me conta o que achou. Foi uma espécie de catarse a partir das suas palavras.... e isso tudo é também um modo de te agradecer.
Um abraço! Clotilde
Ah! Marcelo! Uma taça de vinho... uma boa companhia, ainda que eu mesma (sem narcisismo), uma trilha sonora envolvente faz-me as vezes de uma boa terapia. Dispenso os "psi da vida"... Uma conversa interior custa apenas o envolvimento com nossas realidades. E, a conta bancária não fica abalada. Não é autossuficiência, apenas enfrentamento da vida pela vida.
ResponderExcluirBj. Célia.
Nossa, ficou muito legal o blog, há tempos não lia por falta do mesmo.
ResponderExcluirAproveitei e me diverti muito! li12 de uma só tacada.
By the way, voce conhece São João da Boa Vista? tenho parentes em Vargem Grande do Sul.
Abraço!
oi Renata, como conterrâneo do Marcelo, vou me adiantar e responder: ele não só conhece, como NASCEU em São João da Boa Vista. Anda meio distante da terrinha, mas é um orgulho sanjoanense. ele é um legítimo súdito da Beloca. abs
ExcluirJá fui a um terapeuta que era exatamente assim.. E abandonei logo no inicio.
ResponderExcluirDepois fui a uma outra, que fui durante quase 3 anos… Chegou um dia, que não recebendo a devida alta, pensei com meus botões: agora é minha vez. Quem vai cuidar da minha alma, do meu coração, vou ser eu mesma.. e recomecei sozinha…
Foi bom… mas acho que fiz bem melhor para mim…
Não discriminando os profissionais, que acho que um dia, todos deveriam na vida, ir a um.
Mas a melhor das terapias, é você estar reunido com a família, com os amigos, rir, brincar, relaxar…. pode demorar, mas um dia tudo passa…. E já passou quase tudo….
Eita, que todo analista é igual. Minha tia e madrinha era. Cobrona, foi chamada pelo próprio Getúlio para tratar da filha, alcoólatra e chegada em outras drogas, Alzira Vargas.
ResponderExcluirAlice Marques dos Santos, foi aluna com Nise da Silveira do próprio Jung. É mole? Pensou que Getúlio ia encanar ela, quando atendeu o telefone no Pedro II, hospício, não é o colégio não.
Certa ocasião, aqui em casa, durante um almoço, comentei que estava ficando velho, não era mais o antigo escalador e velejador. Não conseguia, pulando, atingir mais um spot externo, iluminava parte do jardim.
Resposta imediata da madrinha: “Eu não pensaria assim não”. E eu: “Em que pensaria?”. “Quem bom que ainda tenho meu braço.”
Ela falava, a minha querida Alice! Saudades…
Vamos lá, primeiro fiquei imaginando você olhando para o teto
ResponderExcluircom aquele silêncio de adaga lhe espetando e tive que rir do desfecho.
Não posso nem dividir experiências, pois nunca fui a um terapeuta
mas sei de alguns que o resultado foi quase catastrófico e outros
leves e divertidos que reviram até a sua alma do avesso sem você sentir.
Mais uma vez parabéns Marcelo por saber rir de si mesmo.
Adorei. Abração
Marcelo por que você não iniciou a sessão dizendo ao Doutor que sua avó havia costurado o pijama do Getúlio?
ResponderExcluirÉ de loucos como você que o mundo precisa!! rárárá…
ResponderExcluirAdorei, Marcelo! Primeiro amei o luxo do consultório do Dr. Freud, depois o texto.
ResponderExcluirPerfeito, ri do início ao fim, ao mesmo tempo que me encantava com tamanho talento para escrever, para falar dessa situação que você viveu, e que estou vivendo.
Sim, também estou entre um divã e uma analista, mas a minha fala, e nem sempre sinto vontade de voltar. Mas venho descobrindo coisas sobre mim, que sozinha jamais conseguiria. Não gosto da linha freudiana pura...E também já fiquei 2 sessões de 50 minutos em absoluto silêncio.querendo falar, e sem conseguir...Por que será???Rs,rs,rs...
Olá Marcelo! Ótimo texto, como sempre! Olha, eu já desisti de me entender, porque acho que sou daquelas que nem Freud explica. Acho que ele não explica nada mesmo. Um grande amigo meu sempre me diz que adora deitar para 'escutar cabelo crescer' e até usa esta expressão em seus livros.Pois eu acho que esta é a melhor terapia. Mas , por outro lado, descobrir que gastou uma grana preta para ficar observando o analista te observar, foi um método válido para que pudesse acordar e correr atrás dos prejuízos, não acha? Bomdimaisdaconta sô! Beijão.
ResponderExcluirAMEI!!!!
ResponderExcluirNunca fiz análise, pois eu imagino que seria tal e qual o descrito!! rsssssssss
Parabéns, por "ler" m/ mente!
Um abração e bom fim de domingo!
Claudete
receber e ler seus textos, me fazem pensar seriamente em cancelar minhas assinaturas da Veja, Estadão e outros... uma gostosura!!! bj
ResponderExcluirMarcelo, por via das dúvidas eu nunca botei o pé na sala de um analista, e muito menos a cabeça no seu divã. Se eu não me entendo, quem vai me entender e explicar minhas neuroses sem que eu me abra pra ele? E eu não vou me abrir nem que a vaca tussa. Fechado já corro perigo, imagine aberto! Meu abraço.
ResponderExcluirMuito legal seu blog, tem um visual bem diferente. Também sou blogueira e tenho diferentes blogs. Atualizo o da Academia Piracicabana de Letras, do Grupo Literário, mais o do Voinho (meu pai escritor), o Ser Vegetariano, pois sou vegetariana há mais de 30 anos, e mantenho um Bloguinho para crianças.
ResponderExcluirQuando tiver um tempinho, visite-os!
abraços e a gente se fala!
"Se os matadouros tivessem paredes de vidro
todos seriam vegetarianos."
(Paul e Linda Mc Cartney)
Visite meu blog sobre Vegetarianismo:
http://serveg.blogspot.com/
visite o Blog do Voinho
http://aprendendocomovoinho.blogspot.com/
visite o Blog Infantil
http://bloguinho-infantil.blogspot.com/
visite os blogs literários:
http://golp-piracicaba.blogspot.com/
http://academiapiracicabana.blogspot.com/
http://centroliterariopiracicaba-clip.blogspot.com/
outros blogs:
http://amarnatureza.org.br/
http://sosriosdobrasil.blogspot.com/search?q=Ivana+Maria+Fran%C3%A7a+de+Negri
http://www.floraisecia.com.br/detalhe_artigo.php?id_artigo=629
Eu uso sacola retornável
Fiz análise por três meses, também, em 2001. Era parte obrigatória de uma especialização em Psicopedagogia. Não sinto falta dele, do analista, nem do seu divã. Não gostava do consultório que era situado numa clínica médica, com corredores imensos e frios e salas e antesalas com gente angustiada em busca de atendimentos e resultados. Creio que o mais bacana de uma análise é não te causar angústias. Por isso, escrevo.
ResponderExcluirQuase que eu entrei no consultório e dei no doutor, pra ver se ele reagia. Brincadeirinha, só queria testar o potencial pacientífico dele.
ResponderExcluirAff!!! esses caras são uns porres.
Tem mais problemas do que nós e ficam doidinhos pra arrumarem um trocado, o nosso, para pagarem as contas, as deles.
Problemão!
Ah, quer saber? Terapêutico mesmo é ler blogs, o teu por exemplo kkkkkkkkkkkkkk
Oi Marcelo, dei uma olhada em seu trabalho. Muito interessante, uma sátira ótima. Gostei. Tenha um bom dia, parece que chuvoso...e minhas roupas...
ResponderExcluirAbraços, Djanira
Marcelo, fez bem o ser de se espreguiçar e ir embora.
ResponderExcluirEsse analista talvez tivesse um diploma. Não mais que isso.
Talvez, tenha brincado de terapia.
Análise implica três sessões por semana. Uma deve ser outra coisa.
Que coisa não sei!
Eu faço há mais de uma década. Poderia ter comprado um apartamento com o que já paguei.
Preferi comprar um bem abstrato, escorregadio no começo.
Muito sólido agora.
Adorei a crônica :)
Beijos
Lelena
Marcelo, fiquei até com pena do sujeito rsrsrs analisar um cara inteligente e espirituoso como você já deve ser difícil, pior ainda quando está mudo. Cá para nós, o homem deve ter voltado para a terapia. mas, brincadeiras à parte é sempre um deleite ler seus textos. Abraços
ResponderExcluirÔ, Marcelo, se bemque do jeito que andam as relações no mundo da casa, rua e trabalho, acho que nem precisa do psicanalista dizer qual a "linha" dele. É que para ser ouvido a gente está quase precisando pagar e aí, (se for só para ouvir mesmo), qualquer um serve. hahahahaha! Mais uma ótima, meu amigo! Abração. Paz e bem.
ResponderExcluirHeehee.
ResponderExcluirO texto arremeteu-me nos idos anos 80, quando um analista ficava me esperando para contar pra ele os livros do Carlos Castañeda.
Foi uma piada o negócio.
FABraços!
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirConferido!
ResponderExcluirSensacional!
Um grande abraço!
Agradeço MARCELO, o texto é muito "cabeça".
ResponderExcluirObrigada,
Celi
Bom demaisss!!! Melhor ainda porque o personagem desistiu, se ele tivesse continuado sairia louco dali.
ResponderExcluirA riqueza de detalhes dos seus textos encanta, Marcelo!
Beijos!
Delícia de texto, Marcelo. Deu pra ver o gótico das letras dos diplomas. Deu pra ouvir a música detestável antes de chegar ao doutor. Deu pra ver a cara dele de desespero mudo: analista nele! Abração
ResponderExcluirIsso eram sessões de tortura, definitivamente.
ResponderExcluirNunca fiz análise, mas bem que gostaria. Quem sabe um dia...
bjo, Marcelo.
Eu também nunca fiz terapia, mas posso imaginar o pé no saco que é... (rs).
ResponderExcluirParabéns pelo texto, irônico e divertido. E no final das contas, o doutor ficou lá te esperando,né... Gozado que, por questão de ética talvez, eles nunca ligam pro cliente. Mas deve ter se lamentado. (rs)
Os meus trinta minutos semanais há dez anos e quatro meses não são tempo nenhum para o que eu gostaria de dizer. Falo todos os meus pensamentos da semana e mais não falo por não dar tempo. A minha psiquiatra fala um mísera frase ao se levantar para me indicar a porta. Tem um efeito impressionante. Não sei o motivo, mas a técnica que eu acredito ser também freudiana ortodoxa é libertadora. O resto é preconceito.
ResponderExcluirPois bem amigo Marcelo. Li os comentários até aqui e percebi que muitos já foram aos psicólogos. Eu fui em trinta. E todos estão me esperando para a segunda seção. O médico cardiologista da empresa que trabalhei, me curou. Sabe como? Trancou-se comigo em um cômodo do setor médico e, em gritos, colocou-me abaixo de zero. Só não me xingou de santo e rapadura. Só sei que, no outro dia, eu não tinha mais nada. Era falta de vegonha na cara. Eu estava sendo levado por uma depressão. Sarei e estou assim até nos dias de hoje.
ResponderExcluirPois é... a ortodoxia tem dessas coisas...
ResponderExcluirSua crônica nos leva a analisar muita coisa nesta vida. Valeu !
Marcelo, já vivi uma situação inversa: o psicanalista falava pelos cotovelos e quase não me deixou falar. Pra variar, você viaja no humor com maestria, ou melhor, você sofre pra lavrar e nós é que usufruímos da viagem. sensacional!!!!!!
ResponderExcluirTinha mais de uma opção de escolha. Vim nessa, já havia falado.
ResponderExcluirFalo de novo. Cria quem sabe, comenta quem tem juízo! Tá falado.
Abraços