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Mostrando postagens de Dezembro, 2012

HOLOCAUSTO GERIÁTRICO

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O inevitável bate à porta: o efeito INSS chega aos fundos privados de previdência e pensão. E é preciso deixar claro que o nosso não é exceção à regra.
Caso não ocorra uma mortandade maciça de beneficiários em curtíssimo prazo, o sistema entra em colapso. A lógica é aritmeticamente implacável: os recursos da base contributiva não chegam a cobrir um terço dos benefícios pagos, e isso inviabiliza qualquer mecanismo previdenciário. Se fizéssemos parte de órgão público, tudo bem. Na falta de dinheiro, o governo – municipal, estadual ou federal – viria para acudir o rombo, logo tampado com novas alíquotas nas tabelas de impostos e outras manobras emergenciais.
Não é esse o nosso caso, e temos que nos virar do jeito que pudermos para que o aumento da expectativa de vida não leve o nosso fundo de previdência prematuramente à morte.
Algumas alternativas se mostram bastante promissoras. Sob o pretexto de transformar os “pés-na-cova” em “geração saúde”, podemos expor os velhinh…

O DEDÉ

Foi revendo “Forrest Gump” que lembrei do Dedé, o sumido porém inesquecível Dedé. Estava ao seu lado no cinema, na época do lançamento do filme, quando num rompante inspiradíssimo ele lavrou a versão tupiniquim da filosofia do anti-herói americano: “A vida é como uma empadinha de rodoviária: a gente nunca sabe o que vai encontrar”.

Nada do que o Dedé dissesse era levado a sério. Por mais sérios que fossem seus enunciados e máximas.
Consta que foi por volta de 1978 que o Dedé cismou que o tempo estava passando mais rápido. Alardeava aos quatro ventos a singular constatação, dispunha-se a chamar a comunidade científica pra comprovar por A+B a sua tese. Tinha toda uma teoria, amparada por equações complicadíssimas, cálculos quânticos e dízimas periódicas. Porém, mais rápido ou não, o tempo passou e a coisa ficou por isso mesmo.

Uma figura, o Dedé. Pelo seu jeitão aloprado, muitos o chamavam de Lelé. Que maldade.
Líder nato, amava palavras de ordem e gritos de guerra. Adivinha, no colégio…

REVOLUÇÃO DE ISOPOR

Antes de mais nada, agradeço a presença de toda a diretoria do shopping a esta convocação extraordinária.
Bem, indo direto ao assunto: por meio de pesquisas, detectamos que mais de 90% dos homens odeia aquilo que 100% das mulheres adora: experimentar roupas. Para eles, é tortura chinesa entrar e sair de loja, e dentro de cada loja entrar e sair do provador, e dentro de cada provador entrar e sair de ternos, jaquetas, camisas, calças, sapatos... fora isso tem aquela vendedora excessivamente prestativa, em geral comissionada, que fica atrás da cortina perguntando a toda hora se ficou bom. Se não ficou, sem problemas - ela já está a postos com outras nove peças na mão, prontinhas para entrar e sair da máscula carcaça.
Diante dessa constatação surgiu a ideia, que motivou essa nossa reunião. O negócio funcionaria da seguinte forma: o sujeito vem até o shopping, tira a roupa em uma sala reservada e é escaneado em 3 dimensões. A partir disso um software faz todos os cálculos e cria virtualment…