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FECHADO PARA BALANÇO




1
Aquelas tantas luzinhas que enxergamos ao apertar os olhos com força: foi nessa hora que te vi dourada e escorregadia, pelo menos assim você me parecia deslizando pelo túnel das córneas, sorrindo e vertendo mel. Estamos os dois a passos muito largos para sabe Deus, em vias de virar xepa de estranha feira, tiozão e tiazinha alçando o gozo das cinzas. O tempo parece que cisma de desnortear ponteiros. Agora, só reencarnando.



2
Parem as máquinas que eu quero o viço dos azuis multipiscinas, bolo-mármore perfumando meus quintais, a ânsia de escalar painas - os anos verdes, enfim. Esconde-esconde de nada que me subtraia esses dias: respondo em todas as instâncias pela vida em que me meti. Dispenso os atenuantes por todo o errado que fiz, do que podia e não foi, esses dilemas de antanho. Um zero de serventia. Não tiro meu corpo fora: zona de conforto é puteiro com colchão d'água.



© Direitos Reservados

Comentários

  1. antonio carlos de souza antoniazi1:29 PM

    "Agora só reencarnando" e "zona de conforto é puteiro com colchão d`água", realmente, caro Marcelo, só "fechando para balanço".

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  2. Excelente o fechar para balanço... ainda que outros nos balancem... kkkk... mas isso é fundamental para todo ser que ainda resiste por aqui!
    Abraço, e ótimo saldo credor, ok?

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  3. É mesmo, chega uma hora que precisamos fechar para balanço, mas depois abrimos renovados.
    Boa semana Marcelo, tudo de bom para vc.♥

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