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Mostrando postagens de Abril, 2015

RÁ-TIM-BUM

- Não acredito que você me acordou uma hora dessas pra falar sobre "Parabéns a você"...
- Pois você vai me dar os parabéns depois que ouvir minha ideia. Ah, se vai!
- Ih, lá vem.
- Aqui no Brasil, o "Parabéns a você" tem registro no ECAD e dizem que é a segunda música mais executada no país. Sabe lá o que é isso, cara? A original é obra de duas irmãs americanas e a versão brasileira foi escolhida por concurso, em 1942. A vencedora foi uma mulher de Pindamonhangaba, Bertha Celeste Homem de Mello. Ela morreu em 1999 e apagou a velinha 97 vezes, quase todas ao som da própria música! Hoje, os direitos autorais estão nas mãos dos herdeiros. Mas o que me interessa mesmo é a segunda parte, aquela que diz assim:
"E pro(a) (nome da pessoa), nada?
Tudo!
Então como é que é? É!
É pique, é pique, é pique é pique, é pique,
É hora, é hora, é hora é hora é hora
Ra-tim-bum (nome da pessoa, nome da pessoa, nome da pessoa)"
- Nossa, que interessante. Eu não acredito que eu estou escu…

INFERNO NO CÉU

Viver muito pode ser um privilégio, mas também um castigo pós-morte. A menos que alguma religião tenha opinião diversa a esse respeito, é de se supor que os mortos cheguem ao paraíso com a idade cronológica do óbito. Se conservarem a última forma física que tinham aqui na Terra quando baterem as botas, então o céu deve ser um asilo. E o asilo celeste ganha gente cada vez mais velha, conforme aumenta a expectativa de vida do ser humano.

Ora, dentro dessa lógica, quanto mais miserável e socialmente desassistido um país, mais interessante será sua versão espiritual. Por mais incoerente que isso possa parecer. Como esses infelizes morrem cedo, a probabilidade de um paraíso povoado por defuntos na flor da idade aumenta bastante.

Mortos cheios de vida também não devem faltar no purgatório e no inferno, pois os devassos tendem a ir dessa pra melhor em pleno vigor físico, com a maioria dos dentes na boca e sem sinal de calvície ou de cabelos brancos. Triste injustiça, já que quem cuida direitin…

COMUNICADO DA AIFPMJ

Diante das infundadas e difamatórias alegações divulgadas a seu respeito pela imprensa nos últimos dias, a Associação das Indústrias Fabricantes de Placebo do Município de Jeguinho - AIFPMJ, vem a público esclarecer o seguinte:

- Os dezoito óbitos ocorridos pela ingestão de comprimidos de placebo, presumivelmente fabricados pelas indústrias de nossa associação, referem-se a pacientes que notoriamente sofriam de severos distúrbios psicossomáticos. Por essa razão, muito mais influenciáveis aos efeitos que a substância ativa poderia acarretar, se estivesse contida nas cápsulas. Tal fato seria capaz de potencializar exponencialmente os efeitos de medicamentos com ação farmacológica zero.

- A farinha utilizada nos placebos por nós distribuídos possui índice comprovado de pureza da ordem de 99,9999999999%, quimicamente incapaz de abater um ácaro, quanto mais um ser humano.

- Só podem ser considerados puros os placebos certificados com o selo "100% inócuo", conferido por nossa entidad…